Uma separação sem briga não significa ausência de dor. Significa conseguir resolver as questões práticas com respeito — o que costuma poupar tempo, dinheiro e desgaste, principalmente quando há filhos.
Prepare-se para a conversa
- Escolha um lugar reservado e um momento sem pressa.
- Fale sobre a decisão em primeira pessoa (“eu sinto”, “eu decidi”), sem acusações.
- Não tente resolver tudo no primeiro encontro. A primeira conversa pode ser só para comunicar a decisão.
Os temas do acordo
Com o tempo, o casal precisará chegar a um entendimento sobre:
- bens: o que é de cada um e como dividir (imóveis, carros, contas, investimentos e também dívidas);
- pensão entre os cônjuges, se um deles depender financeiramente do outro;
- nome: se alguém volta a usar o nome de solteiro;
- filhos: guarda, convivência e pensão.
Anotar os pontos combinados ajuda a evitar mal-entendidos depois.
Quando a conversa trava
Se o diálogo direto não avança, a mediação pode ajudar: um profissional neutro facilita a conversa para que o próprio casal chegue a um acordo. Ela pode ser feita inclusive online. Em situações de violência, a mediação não é indicada — a prioridade é a proteção (veja a página sobre violência doméstica).
Do acordo ao divórcio
Com acordo, o divórcio pode ser feito em cartório, por escritura pública, com assistência de advogado — que pode ser o mesmo para os dois. Tudo pode acontecer a distância, por videoconferência, mesmo que cada um esteja em uma cidade ou país diferente. Veja como funciona o divórcio amigável em cartório, passo a passo.
Conteúdo informativo, atualizado em setembro de 2026. Cada caso é analisado individualmente. Dra. Marina Monteiro de Oliveira – OAB/RJ 176.617.
Tem dúvidas sobre o seu caso?
Cada situação tem detalhes próprios — filhos, bens, casamento no exterior. Em cartório ou na Justiça, converse com a advogada e entenda qual é o caminho para o seu caso.
Dra. Marina Monteiro de Oliveira – OAB/RJ 176.617 · Atendimento online no Brasil e no exterior


